Quem sou
Trabalhei oito anos num banco antes de voltar a estudar. A psicologia foi a segunda carreira, e o luto foi encontrando lugar nela desde o começo.
Me formei em psicologia em 2013 e comecei a atender no mesmo ano. Antes disso, passei oito anos no Bradesco, em funções administrativas. Não foi uma transição rápida nem óbvia — e talvez por isso eu tenha alguma intimidade com a ideia de que a vida pode ser reconstruída em outro formato.
Desde 2017 atuo também no serviço público de saúde mental, onde trabalhei em atendimento individual e em grupo, em projetos terapêuticos e na articulação da rede de cuidado. Hoje coordeno um serviço especializado no município onde moro, em Minas Gerais.
Por que luto
Comecei a estudar perdas e luto em 2013, no mesmo ano em que me formei, num grupo de estudos que durou dois anos. Depois vieram cursos de extensão na PUC-SP sobre o processo de dor e adoecimento, atendimento domiciliar, cuidados paliativos, morte com dignidade.
Em 2021 entrei na especialização em Ações Terapêuticas para Situações de Luto da PUC-SP, que concluí no fim de 2022. E segui: congressos sobre luto, sobre prevenção do suicídio, formação em terapia cognitivo-comportamental.
São treze anos estudando a mesma coisa. Não porque seja um tema fácil — é o oposto disso —, mas porque é onde eu consigo ser útil.
Formação
Psicologia — Centro Universitário Paulistano, 2013.
Especialização em Ações Terapêuticas para Situações de Luto — PUC-SP, 2022.
Pós-graduação em Terapia Cognitivo-Comportamental e Psicologia Clínica
Baseada em Evidências.
Entre a formação continuada: V Congresso Brasileiro de Prevenção do Suicídio (ABEPS), Congresso Brasileiro e Luso-Brasileiro sobre o Luto, eventos do Instituto de Psiquiatria da FMUSP, grupo de estudos sobre perdas e luto.
Registro profissional: CRP 04/55610.
Como penso o cuidado
Trabalho com referência em terapia cognitivo-comportamental, mas não acho que abordagem seja a primeira coisa que importa quando alguém está em dor. Antes disso vem escutar, e escutar sem pressa.
O que me orienta é bem mais simples do que qualquer referencial teórico: respeitar a singularidade de quem chega, não prometer o que não se pode cumprir, e trabalhar para que a pessoa recupere autonomia — não para que ela dependa de mim.